Da melancolia do adeus a um livro

Não me apetece escrever grande coisa sobre Franny and Zooey. Acho que foi a experiência mais próxima que tive de livro-que-muda-a-vida. Acho também que é o melhor livro que já li (perdoem-me os anteriores detentores do top). Foi uma leitura que se apoderou de mim a ponto de passar o dia a pensar no livro, mesmo quando estava a falar com alguém ou enquanto via um filme (muito bom, por sinal). E mesmo agora que já terminei a leitura não consigo evitar a melancolia de saber que não há mais páginas para ler.

Hoje, quando me preparava para sair para o trabalho, pensei que não fazia sentido ler o que quer que fosse depois de Franny and Zooey. Mas tentei contrariar-me. Acabei por escolher o Tenzo Kyôkun - Instruções para o cozinheiro zen. Porquê? Porque é um objecto estranho para mim e eu precisava de qualquer coisa que me fosse pouco familiar, que fugisse ao banal; porque é um livro de não-ficção; e porque é um livro sobre budismo, assunto muito caro aos irmãos Glass, de Franny and Zooey.

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